sexta-feira, 29 de junho de 2012

10 Bizarros casos médicos

A complexidade do corpo humano nos proporciona excelentes histórias médicas. Abaixo estão compiladas alguns casos médicos no mínimo bizarros, alguns interessantes outros falsos, mas de qualquer forma todos contribuiram para a descoberta de curas e desenvolvimento de pesquisas.

1 - Transpante fecal

1 - Transpante fecal

Isso mesmo que você leu, transplante de fezes e o pioneiro desse procedimento é o Dr. Alexander Khoruts, gastroenterologista da Universidade de Minnesota.
Em 2008, Dr. Khoruts, teve uma paciente que sofria de uma infecção intestinal provocada por uma bactéria chamada Clostridium difficile. Sua diarréia era tão grave e constante que perdeu 60 quilos em 8 meses e foi parar em uma cadeira de rodas vestindo fraldas.
Dr. Khoruts tratou-a com uma variedade de antibióticos, mas nada conseguiu combater as bactérias. Ele estava perdendo sua paciente que a cada dia estava mais debilitada e magra.
Foi então que Dr. Khoruts decidiu que sua paciente precisava de um transplante. Mas não era um transplante comum como os que estamos acostumados. Ao invés de um transplante de orgãos, ele transplantou na paciente algumas bactérias de seu marido.
Ele misturou uma pequena amostra das fezes do marido com solução salina e colocou no cólon da paciente. Após esse procedimento a diarréia desapareceu em um dia juntamente com a infecção por Clostridium difficile.
O procedimento - conhecido como bacteriotherapy ou transplante fecal - foI realizaDO algumas vezes ao longo das últimas décadas. Mas Dr. Khoruts e seus colegas foram capazes de fazer algo que os médicos anteriores não conseguiram: desenvolveram uma pesquisa genética das bactérias em seus intestinos, antes e após o "transplante".

Antes do transplante eles descobriram que a flora intestinal da paciente estava em um estado crítico. "As bactérias normais simplesmente não existiam", disse Dr. Khoruts.
Duas semanas após o transplante, os cientistas analisaram os micróbios novamente. Os Micróbios do marido tinham retomado as funções intestinais dela. "Essa comunidade foi capaz de funcionar e curar a doença em questão de dias", disse Janet Jansson, ecologista microbiana do Lawrence Berkeley National Laboratory. "Eu não esperava que isso funcionasse. O projeto me surpreendeu."

2 - O homem que ouvia seus próprios olhos

2 - O homem que ouvia seus próprios olhos

Até uma operação bem sucedida em 2011, Stephen Mabbutt de Oxfordshire, Inglaterra, sofria de uma doença rara que lhe permitia ouvir seus próprios globos oculares se movendo em torno de suas órbitas, ele também ouvia os batimentos do seu coração e tinha cada vez mais dificuldade em ouvir o mundo ao seu redor.
O otorrinolaringologista Richard Irving fez o diagnóstico da Síndrome de Deiscência de Canal Semicircular Superior (SDCSS), uma condição rara, descrita pela primeira vez na literatura médica em 1998.
Os sintomas começaram há seis anos, quando Mabbutt sentiu uma dor no lado da cabeça.
Diferentes clínicos gerais trataram o paciente com antibióticos e remédios para o nariz, mas seu estado continuava piorando, e ele passou a apresentar novos sintomas: Mabbutt ouvia ruídos altos que provocavam tontura, e sua visão pulsava de acordo com o ritmo de sua fala.
"Quando levantava a voz, ela reverberava na minha cabeça e a vibração fazia minha visão tremer", contou.
"No final, eu podia ouvir meu coração batendo e os olhos se movendo no globo ocular. Aquilo atrapalhava a minha concentração."
Após alguns exames, um especialista constatou que o paciente apresentava perfurações no canal semicircular superior, dentro de seu ouvido.
Os canais semicirculares não têm função auditiva, mas são importantes na manutenção do equilíbrio do corpo. São pequenos tubos circulares que contêm líquido e estão situados no labirinto posterior, em cada lado da cabeça.
Os cirurgiões que operaram Stephen fizeram uma incisão de 5 cm atrás da orelha do paciente e perfuraram seu crânio para chegar ao canal semicircular superior, dentro dos ouvidos. Usando amostras de osso retiradas do paciente, os especialistas fecharam as perfurações.
A vida de Mabbutt se transformou.
"Eu tinha esperanças de que alguém descobrisse qual era o problema", ele disse. "Ficava deprimido, sem saber o que eu tinha e se havia uma cura. Hoje, estou ótimo. A diferença é incrível."

3 - Dente no nariz

1 - Transpante fecal

Feng Fujia chocou os médicos de Yongkang, província de Zhejiang, na China, eles descobriram que seus problemas respiratórios foram causados por um dente crescendo dentro de sua narina. "O problema fica piora a cada dia, e meu nariz é tão fedorento que todos os meus colegas de trabalho ficam longe de mim", comentou Fujia, que sofria de dificuldades respiratórias desde cinco anos de idade. Desesperada por uma cura, a jovem de 21 anos finalmente foi a um hospital para o tratamento e, finalmente, o dente deslocado foi removido.
Os médicos explicaram que o dente provavelmente chegou lá durante o que eles chamam "período de transição dentária precoce", ela deve ter comido algo com tanta força que empurrou o dente superior em sua cavidade nasal. "É como empurrar uma semente de árvore em outro lugar e depois de muito tempo a semente começou a germinar e crescer. Como os dentes crescem muito lentamente, ele só foi descoberto anos mais tarde quando brotou na narina ", disseram os médicos de Fejia.


4 - Sangue, suor e lágrimas

1 - Transpante fecal

Twinkle Dwivedi, uma estudante de Lucknow, Índia, tornou-se objeto de vários estudos médicos e programas de TV em todo o mundo devido à sua condição bizarra.
A menina perde sangue pelos olhos e pela pele desde os onze anos de idade. Ela mora com a mãe e as três irmãs em uma pequena cidade no norte da Índia. O pai é ferroviário e quase não fica com a família.

Twinkle diz que já chegou a sangrar mais de 50 vezes em um só dia. Mãos, cabeça, pescoço, sola dos pés: a menina sangra pelo corpo todo, de forma inesperada, a qualquer hora.
A irmã mais velha conta que Twinkle foi levada ao melhor hospital da cidade. Lá, disseram que ela não tinha nada e que o sangue era apenas uma maneira de chamar a atenção. O caso da garota indiana despertou o interesse de um dos maiores especialistas do mundo em doenças do sangue, o americano George Buchanan.
Ele foi até a Índia para examinar a menina. O primeiro encontro entre o médico e a paciente foi no quarto de um hotel. A consulta estava marcada para o dia seguinte, mas o especialista foi chamado às pressas porque a menina estava passando mal.
Twinkle reclamava de dores na parte de trás da cabeça: o couro cabeludo dela estava cheio de sangue. O especialista analisou o histórico médico da adolescente, fez testes de coagulação do sangue e exames clínicos.
Como não encontrou nada, ele passou a desconfiar de que o sangue no corpo da menina seria falso ou de outra pessoa, mas não era. No dia seguinte, Twinkle voltou a sangrar, dessa vez pelos olhos.
O médico foi examiná-la e percebeu que o sangue não saía dos canais lacrimais. Desconfiado, perguntou se Twinkle havia colocado sangue no próprio rosto. Ela disse que não e a mãe ficou irritada.
As duas discutiram com o especialista e negaram qualquer tipo de farsa. Depois da longa investigação, o médico levantou a duas hipóteses: a menina teria uma doença jamais vista em outra pessoa e, por isso, ninguém descobriu a causa do sangramento.
A segunda hipótese é que a mãe de alguma maneira induziria a filha a sangrar. Até hoje, o caso da menina indiana permanece um mistério.

No Brasil alguns casos parecidos já foram relatados, veja abaixo o vídeo de uma reportagem feita pela Rede Record.



5 - figuras de Lichtenberg

5 - figuras de Lichtenberg

Ser atingido por um raio, na grande maioria das vezes, é fatal. Porém, quando a pessoa consegue sobreviver as marcas deixadas na pele são impressionantes, padrões quase fractais desenhados pela natureza. Estas imagens recebem o nome de figuras de Lichtenberg, em homenagem ao célebre escritor e pesquisador alemão Georg Christoph Lichtenberg, que descobriu que uma corrente elétrica estendida sobre uma superfície isolante fica congelada e suas ramificações instantâneas são expostas, algo assim como "aprisionar" descargas elétricas em materiais isolantes. Esta descoberta foi também o precursor da física dos plasmas dos dias modernos.
< Veja mais >

6 - Excesso de pedras nos rins

6 - Excesso de pedras nos rins

Em 08 de dezembro de 2009, uma equipe médica liderada pelo Dr. Ashish Rawandale Pereira, do Instituto de Urologia em Dhule, Índia, realizou uma operação de quatro horas de duração para remover a espantosa quantidade de 172,155 pedras do rim esquerdo de Dhranraj Wadile. O homem de 45 anos de idade estava suportando a dor aguda por mais de seis meses, após se consultar com vários médicos ele foi diagnosticado com um defeito congênito raro chamado obstrução da junção pieloureteral, ou seja, seu rim foi posicionado de forma anormal em torno da área pélvica do seu corpo. Wadile foi imediatamente levado para cirurgia para tratar sua doença. O número sem precedentes de pedras complicou a cirurgia, com pedras que variam em tamanho de um milímetro a 2,5 centímetros.
A contagem das pedras, que eram compostas de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio, foi feita no laboratório e levou três horas por dia, durante mais de um mês para terminar.

7 - Envelhecimento precoce

7 - Envelhecimento precoce

A vietnamita Nguyen Thi Phuong tem 26 anos, mas a aparência de uma mulher de 70 anos. Depois de sofrer uma reação alérgica em 2008, a pele do rosto, pescoço e mãos de Phuong enrugou e a deixou com uma aparência mais velha, segundo os jornais locais "Petro Times" e "Tien Phong".
A jovem, que mora em Giong Trom, na província de Ben Tre, disse que o problema começou depois que ela comeu frutos do mar. Por conta de uma alergia, ela teve erupções pruriginosas no rosto. Para aliviar os sintomas, ela tomou alguns medicamentos.
Os remédios não surtiram efeito. Um médico local chegou a prescrever um medicamento para dermatite. No entanto os comprimidos provocaram um inchaço de seu rosto e apareceram urticárias no local.
Após sua história ganhar destaques na imprensa local, Phuong passou a ser tratada por especialistas da cidade de Ho Chi Minh. Os médicos estão realizando exames, mas ainda não sabem o que provocou o processo de envelhecimento da pele da jovem.

8 - Fístula gástrica externa

8 - Fístula gástrica externa

Essa história é tão fantástica que merecia um post só dela, mas vou tentar resumir.

No dia 6 de junho de 1822, na Ilha Mackinac, chamado Alexis St. Martin levou um tiro acidental na parte superior esquerda do abdômen. Uma ferida do tamanho da palma de uma mão se abriu, mostrando parte de um pulmão, duas costelas e o estômago. O médico militar do posto de fronteira, Dr. William Beaumont, foi chamado imediatamente, e tratou a ferida. No entanto, embora tentasse repetidamente, a ferida não se fechou, formando o que hoje conhecemos como uma fístula gástrica externa, um acontecimento muito raro, se não for feito propositadamente.
Em qualquer outra situação, St. Martin teria morrido de uma infecção, e o médico acabaria por desistir. Mas o acaso uniu um homem extraordinário, o Dr. Beaumont, com a rarissima situação de St. Martin ter sobrevivido por muitos anos depois do acidente, sem jamais a fistula ter sido fechada.
Foi apenas em 1o. de agosto de 1825 (três anos depois do acidente), que o Dr. Beaumont teve a feliz idéia de começar a fazer experimentos com o estômago de St. Martin, tornando-se a primeira pessoa a conseguir observar a digestão gástrica diretamente. Dessa forma, ele entrou para a história da medicina e se tornou o "pai da fisiologia gástrica".

Beaumont amarrava pequenos pedaços de comida em um fio de seda, e introduzia pela fístula no estômago de St. Martin. Ele testou vários tipos de carnes, vegetais crus e cozidos, pão, etc. Passadas uma, duas e três horas, Beaumont puxava o fio de volta e anotava o grau de digestão dos alimentos. Beaumont repetia os experimentos e também media a temperatura interna do estômago (que ele descobriu ser de 42 graus Celsius). Ele retirou suco gástrico do estômago de St. Martin e incubou pedaços de carne em um tubo de ensaio, mantido à mesma temperatura. Os experimentos mostraram que, enquanto o estômago digeria o mesmo pedaço totalmente em duas horas, fora do corpo, demorava 10 horas.
Como St. Martin ficou irritado uma vez com os experimentos (ele não gostava de ver quando os pedaços semi-digeridos eram retirados do estômago), Beaumont fez a extraordinária observação que a raiva prejudicava a digestão. Descobriu também que o exercício melhora o processo digestivo. Beaumont também descobriu que os vegetais demoravam mais do que carne para serem digeridos, e que o leite coagulara antes de ser digerido.
Para finalizar a história, St Martin, depois dos últimos experimentos em 1832 retornou ao Canadá e nunca mais voltou a ver o bom Dr. Beaumont, seu salvador. Ele se estabeleceu como lavrador e trabalhador rural itinerante, e tornou-se um alcoolatra. Embora se queixasse de crescente problemas de digestão e desconforto com a fístula, ele faleceu com a avançada idade de 86 anos (para a época, e considerando-se sua condição médica), ou seja, 58 anos depois do acidente que abriu a fístula.
< Leia toda a história aqui (vale a pena). >

9 - O menino da bolha de plástico

9 - O menino da bolha de plástico

A doença que acometeu o menino da bolha de plástico é formalmente chamada de imunodeficiência severa combinada, ou SCID. Essa deficiência genética é verificada em cerca de 40 a 100 bebês a cada ano nos EUA. O nome pelo qual ficou conhecido a mal vem da experiência de um menino de Houston, Texas, David Vetter, que se celebrizou por viver dentro de uma bolha de plástico que o protegia de germes. Ele morreu em 1984, com 12 anos de idade, de câncer, pouco depois de receber um transplate de células da medula óssea.
David possuia o tipo mais comum de SCID. Pesquisas recentes revelaram que a terapia genética produz um resultado impressionante para essa modalidade da doença, contudo também acarreta a possibilidade de desenvolver leucemia.

10 - O "escroto de violoncelo"

10 - O escroto de violoncelo

O "escroto de violoncelo", uma doença que supostamente acomete músicos, não existe -- é só um boato --, segundo uma importante médica britânica.
Em uma carta enviada ao British Medical Journal (BMJ), renomado periódico médico em 1974, Elaine Murphy relatou que os violoncelistas reclamavam de uma terrível dor causada pelo atrito do instrumento contra seus corpos.
O BMJ havia reportado que, de forma semelhante, as pessoas que tocam violão sofriam com os "mamilos de violão", uma irritação que ocorria quando o instrumento era apertado contra o peito.
Mas Murphy, hoje baronesa e ex-professora de psiquiatria geriátrica do Hospital de Guy, em Londres, admitiu que tudo isto era inventado.
"Talvez, depois de 34 anos, seja hora de confessarmos que inventamos o escroto de violoncelo", escreveu ela, junto com o marido John, que assinou a carta original, publicada pelo BMJ na quarta-feira.
"Qualquer pessoa que tenha assistido a alguém tocando o violoncelo perceberia a impossibilidade física de nossa afirmação".
Murphy, que disse que ela e o marido "se divertiam" com a história desde que a inventaram, afirmou que eles decidiram revelar a brincadeira depois que a doença foi citada em um artigo recente do BMJ, sobre problemas de saúde associados a quem toca música.
Ela disse também que, à época, suspeitou de que "os mamilos de violão" também fossem uma piada.

Adaptado de: Listverse.com
Fontes:
www.bbc.co.uk
news.asiantown.net
g1.globo.com
blog.brasilacademico.com

Postado por Filhote de Pombo | 18:54 | 2 comentários »

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Comentários
2 Comentários

2 comentários

  1. Cla // 29 de junho de 2012 19:52  

    Nossa, quantos casos diferentes, o do raio é impressionante, até parece desenhos esculpidos no corpo dela, a mulher que envelheceu rápido eu já ouvi fala e fiquei abismada. Casos, muito curiosos que desafiam a os cientistas e médicos do mundo todo. Ótimo post, grande beijo.

  2. Cachorro Louco // 1 de julho de 2012 20:28  

    Fantastico esse post, por isso gosto tanto desse site nao encontro esse tipo de post em outros lugares parabens pra quem fez o post

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